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Lei RAISE de Nova York: multas de até 3 milhões de dólares

A Lei RAISE de Nova York, sancionada pela governadora Kathy Hochul em 19 de dezembro de 2025, exige que grandes desenvolvedores de IA de fronteira publiquem seus protocolos de segurança e relatem incidentes de segurança ao estado em até 72 horas. As multas chegam a 1 milhão de dólares na primeira violação e a 3 milhões de dólares nas seguintes. Para empresas que criam modelos avançados de IA, a lei transforma documentação de segurança e comunicação de incidentes em obrigações legais num dos principais estados de tecnologia do país.

Por Mike Mozg4 min de leitura

Por que Nova York aprovou sua própria lei de segurança de IA

Nova York agiu porque, nas palavras da governadora, o governo federal está atrasado nas regras de IA. A governadora Kathy Hochul disse que a lei se apoia no marco adotado recentemente pela Califórnia e cria um parâmetro unificado entre os principais estados de tecnologia do país, enquanto Washington não conseguiu estabelecer regras de bom senso.

A lei é a Responsible AI Safety and Education Act, projeto S6953B/A6453B. Os legisladores estaduais a aprovaram em junho de 2025. Após pressão do setor de tecnologia, Hochul propôs mudanças para atenuá-la; o TechCrunch, citando o The New York Times, informou que ela aceitou sancionar o projeto original enquanto os legisladores concordaram em fazer, no ano seguinte, as mudanças que ela pediu.

"Ao promulgar a Lei RAISE, Nova York volta a liderar o país ao fixar um padrão forte e sensato de segurança para a IA de fronteira, responsabilizando os maiores desenvolvedores por seus protocolos de segurança e transparência." — Governadora Kathy Hochul, ao sancionar a lei

O que a Lei RAISE exige dos desenvolvedores de IA de fronteira

Hochul sancionou a lei em 19 de dezembro de 2025, e Nova York se tornou o segundo estado americano, depois da Califórnia, a promulgar uma legislação importante sobre segurança de IA de fronteira. Ela se aplica a grandes desenvolvedores de modelos de IA de fronteira.

Esses desenvolvedores precisam criar e publicar informações sobre seus protocolos de segurança. Também precisam relatar incidentes de segurança ao estado em até 72 horas depois de determinar que o incidente ocorreu.

Como funcionarão a supervisão e a fiscalização

A lei cria um escritório de supervisão dentro do Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova York. O escritório vai avaliar os grandes desenvolvedores de fronteira, promover a transparência e publicar relatórios todos os anos.

A fiscalização passa pelo procurador-geral, que pode abrir ações civis contra grandes desenvolvedores de fronteira que deixem de entregar os relatórios exigidos ou façam declarações falsas. A lei não dá a pessoas físicas o direito de processar, segundo o escritório de advocacia MoFo.

Kaitlin Asrow, superintendente em exercício do Departamento de Serviços Financeiros, disse que o departamento vem desenvolvendo regras que ajudam as empresas de serviços financeiros a adotar a IA de forma responsável.

Que penalidades as empresas enfrentam pela lei

As penalidades chegam a 1 milhão de dólares na primeira violação e a 3 milhões de dólares em cada violação seguinte. A lei não entra em vigor de imediato.

Os autores a chamaram de a lei mais forte do gênero. O deputado estadual Alex Bores disse que ela vai além da SB 53 da Califórnia em pontos significativos. Tanto a OpenAI quanto a Anthropic manifestaram apoio ao projeto, pedindo ao mesmo tempo uma legislação federal. A oposição continua: um super PAC apoiado pela Andreessen Horowitz e pelo presidente da OpenAI, Greg Brockman, busca desafiar Bores. A lei também chegou logo depois de o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva que manda os órgãos federais contestarem leis estaduais de IA.

O que a Lei RAISE de Nova York significa para empresas que criam IA

Para uma empresa que desenvolve modelos avançados de IA, a lei transforma documentação de segurança e tratamento de incidentes em obrigações legais com multa. A MoFo aconselha os desenvolvedores a avaliar se seus modelos e práticas de computação podem enquadrá-los na lei, revisar seus documentos de segurança e governança e verificar se conseguem identificar e relatar um incidente qualificado em até 72 horas.

As obrigações recaem sobre os grandes desenvolvedores. As empresas que compram modelos de IA também ganham algo: os protocolos de segurança que esses desenvolvedores têm de publicar, e que elas podem ler antes de escolher um modelo. Os desenvolvedores também precisam acompanhar como as regras de Nova York serão aplicadas junto com a SB 53 da Califórnia e a atividade federal.

Perguntas e respostas

Quais são as multas da Lei RAISE de Nova York?

O procurador-geral pode pedir penalidades de até 1 milhão de dólares na primeira violação e de até 3 milhões de dólares nas seguintes, por deixar de entregar os relatórios exigidos ou por fazer declarações falsas.

Em quanto tempo os desenvolvedores de IA devem relatar um incidente de segurança?

Os grandes desenvolvedores de fronteira devem relatar um incidente ao estado em até 72 horas depois de determinar que ele ocorreu.

Quem supervisiona a Lei RAISE?

Um novo escritório dentro do Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova York vai avaliar os grandes desenvolvedores de fronteira e publicar relatórios todos os anos.

A visão da MOZGII

Como nós construiríamos

Uma lei que exige um relatório dentro de um prazo fixo exige, na prática, saber rápido que algo aconteceu. Para quem desenvolve um modelo grande, o difícil não é escrever o relatório. É perceber o incidente, decidir se ele se enquadra e levar os fatos às pessoas certas a tempo. Se fôssemos construir esse sistema, começaríamos por um registro de incidentes: um registro por evento, com quando foi descoberto, quem descobriu, que modelo e versão estavam envolvidos e o que já foi feito.

Encaminharíamos para esse registro todo alerta vindo dos testes de segurança, de relatos de usuários e do monitoramento interno. Um time pequeno decidiria em poucas horas se cada evento se enquadra, e um advogado revisaria todo relatório antes de ele ir ao estado. O relógio começaria no registro, para ninguém precisar reconstruir datas depois.

O plano quebraria nos casos pouco claros. Eventos que talvez se enquadrem ficam em caixas de entrada enquanto as pessoas discutem, e o prazo se esgota. Também quebraria se o protocolo de segurança publicado e a prática real se afastarem, porque uma declaração falsa tem penalidade própria.

O número que acompanharíamos é o tempo entre a primeira detecção e a decisão sobre se um evento precisa ser relatado. Depois, montaríamos um mapa único das obrigações de cada modelo nas leis de Nova York e da Califórnia, para que um incidente não exija dois processos separados.

Fontes

De onde vêm os fatos desta matéria.

  1. 01New York governor Kathy Hochul signs RAISE Act to regulate AI safety | TechCrunchtechcrunch.com
  2. 02Governor Hochul Signs Nation-Leading Legislation to Require AI Frameworks for AI Frontier Models | Governor Kathy Hochul | New York Stategovernor.ny.gov
  3. 03New York Enacts the RAISE Act Regulating Frontier AI Modelsmofo.com

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