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Bank of America EricaAssist: IA encurta ligações em quase um minuto

O Bank of America EricaAssist, agente de IA usado por mais de 18.000 atendentes, ganhou recursos de IA generativa em 21 de julho de 2026. A ferramenta agora resume por que o cliente está ligando e sugere os próximos passos em menos de três segundos, e o banco diz que ela reduz o tempo médio das ligações em quase um minuto por atendimento. Para qualquer grande central de atendimento, o caso mostra como a IA pode encurtar ligações com pessoas ainda na linha.

Por Mike Mozg4 min de leitura

Por que o Bank of America colocou IA ao lado dos atendentes

O problema de atendimento do Bank of America é de escala: seus atendentes falam com clientes de uma base de quase 70 milhões, e cada ligação começa com o atendente tentando entender por que o cliente ligou e onde está a resposta. Enquanto procuram, não estão ouvindo com total atenção.

O banco também atende cerca de 60 milhões de usuários digitais verificados e mantém aproximadamente 3.500 agências e cerca de 15.000 caixas eletrônicos nos Estados Unidos. Uma pequena economia em cada ligação se multiplica nesse volume, e por isso o banco preferiu dar um assistente de IA aos atendentes humanos em vez de substituí-los por um chatbot.

O que o EricaAssist faz durante a ligação com o cliente

O EricaAssist é um agente de IA assistido por humanos que trabalha ao lado dos funcionários durante as conversas com os clientes. Mais de 18.000 atendentes o usam. Em 21 de julho de 2026, o banco anunciou novos recursos de IA generativa para a ferramenta.

Com a atualização, o EricaAssist resume por que o cliente está ligando, reúne as informações relevantes e recomenda os próximos passos. As recomendações dependem da função do funcionário e do relacionamento do cliente com o banco, e aparecem sem interromper o fluxo da conversa.

Como a atualização com IA generativa funciona no dia a dia

O banco diz que os novos recursos entregam orientação contextual em menos de três segundos, de modo que a sugestão chega enquanto o cliente ainda está na linha. O atendente continua no comando: o EricaAssist sugere, e o funcionário decide o que dizer ao cliente.

Essa divisão é proposital. O Bank of America diz que sua estratégia de IA responsável mantém supervisão humana, transparência e responsabilidade por todos os resultados, com a IA operando dentro de uma governança já estabelecida. A IT Brief observou que ferramentas internas desse tipo podem ser mais fáceis de implantar em um setor regulado porque ajudam a equipe em vez de agir de forma independente.

"Esta tecnologia ajuda nossos colegas a entregar informações relevantes em segundos, operando com governança sólida, transparência e responsabilidade." Tom Ellis, diretor de informação e chefe de tecnologia para consumidores do Bank of America

O resultado medido: quase um minuto a menos por ligação

O banco diz que o EricaAssist reduz o tempo médio das ligações em quase um minuto por atendimento. É o único resultado que ele publicou, e é uma medição do próprio banco; não foram informados a duração de referência das ligações nem o total de horas economizadas.

O Bank of America também diz que as ligações mais rápidas melhoram a experiência do cliente. Ashley Ross, chefe de experiência do cliente pessoa física e transformação de negócios, chamou o EricaAssist de exemplo da abordagem "high tech, high touch" do banco, com muita tecnologia e muito contato humano.

Como o EricaAssist se encaixa no orçamento de IA do Bank of America

A ferramenta faz parte de um grande programa de tecnologia. O Bank of America gasta US$ 14 bilhões por ano com tecnologia, e mais de US$ 4 bilhões desse total vão para novas iniciativas, incluindo IA.

A Fortune informou que a assistente do banco voltada aos clientes, a Erica, já fez mais de 3,5 bilhões de interações com clientes, e que uma versão interna, a Erica for Employees, é usada por 90% dos funcionários do banco. A lista AIQ 75 da Fortune colocou o Bank of America em 19º lugar. O diretor de tecnologia e informação Hari Gopalkrishnan, no cargo desde julho de 2025, disse à Fortune que o banco tem sido mais conservador com agentes que tomam ações autônomas do que com copilotos que trabalham ao lado da equipe.

O que muda para os times de atendimento ao cliente

Para uma central de atendimento, a tarefa que o EricaAssist assume é o trabalho de busca e resumo dentro de cada ligação: encontrar o motivo do contato, o histórico do cliente e o próximo passo. O valor aparece como ligações mais curtas com as mesmas pessoas ao telefone.

Outros grandes bancos americanos relatam ganhos parecidos com ferramentas de apoio. A Fortune informou que os atendentes do Capital One hoje editam só um quinto dos resumos de casos redigidos pela IA, e que os gerentes licenciados do Wells Fargo tiveram um aumento de 31% nas vendas de produtos com a ajuda da IA. O Bank of America planeja levar o EricaAssist a mais cenários de atendimento e linhas de negócio ainda este ano.

Perguntas e respostas

O que é o EricaAssist do Bank of America?

O EricaAssist é um agente de IA interno, assistido por humanos, usado por mais de 18.000 atendentes. Durante a ligação, ele resume o motivo do contato do cliente, reúne as informações relevantes e sugere os próximos passos.

Quanto tempo o EricaAssist economiza nas ligações?

O Bank of America diz que ele reduz o tempo médio das ligações em quase um minuto por atendimento, com orientações entregues em menos de três segundos.

O EricaAssist substitui os atendentes humanos?

Não. O banco o descreve como uma ferramenta que trabalha ao lado dos funcionários, que continuam responsáveis pela conversa e pelo resultado.

A visão da MOZGII

Como nós construiríamos

Um assistente ao lado do atendente de call center é um dos lugares mais seguros para colocar IA generativa em um banco. O modelo nunca fala com o cliente. Ele lê, resume e sugere, e uma pessoa treinada decide. É essa a configuração que escolheríamos para uma primeira implantação em qualquer central de atendimento regulada.

Para construir algo como o EricaAssist, começaríamos pelos dados que o atendente já abre durante a ligação: as contas do cliente, as transações recentes, os contatos anteriores e os procedimentos do banco para cada pedido. O modelo redigiria um motivo curto para a ligação e dois ou três próximos passos, cada um com um link para o registro de onde veio, para que o atendente pudesse conferir num relance. Cada sugestão rejeitada pelo atendente ficaria registrada, porque as rejeições mostram onde o modelo erra.

O sistema falharia com registros desatualizados ou contraditórios e com pedidos raros que os procedimentos não cobrem. Faríamos o assistente dizer quando não sabe, em vez de chutar, e revisaríamos uma amostra de ligações toda semana com os líderes de equipe. A métrica que acompanharíamos é o tempo médio de atendimento ao lado das ligações repetidas do mesmo cliente, porque uma ligação mais curta que faz o cliente ligar de novo no dia seguinte não economiza nada.

Em seguida, deixaríamos o assistente redigir as anotações pós-atendimento para o atendente aprovar, que é onde costuma ir boa parte do tempo restante de uma ligação.

Fontes

De onde vêm os fatos desta matéria.

  1. 01Bank of America Enhances EricaAssist with Generative AI to Help Employees Resolve Client Needs Fasternewsroom.bankofamerica.com
  2. 02How bottom-line focused financial firms are finding ROI in AI | FortuneDown Arrow Button IconDown Arrow Button IconGoogle source logoRight Arrow Button IconGoogle source logoFortune Secondary LogoFacefortune.com
  3. 03Bank of America adds AI to EricaAssist for faster callsitbrief.news

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